01 abril 2014

Isto é pra me queixar, aguentem-se à bronca

Ando cansada da minha profissão. Verdade verdadinha. Não confundir com "ando cansada de trabalhar". Eu gosto de trabalhar, dá-me gozo, mesmo. Mas a minha profissão tem-me vindo a cansar todos os dias e nem são as criancinhas, que com esses posso eu muito bem. Tou cansada das coisas " pequenas" que não me deixam fazer o meu trabalho com qualidade, das decisões por tomar, do não ter tempo pra nada nem pra fazer aquilo que me exigem no fim do dia. Tou cansada, ponto. Qualquer dia desisto. Ou isso ou dou um murro na mesa e as coisas têm que mudar. Já faltou mais.

Ai há dias maus e estas semanas têm estado cheias deles.

20 março 2014

Todos os anos é assim

Até podia dizer quer tenho o melhor Pai do mundo, mas esse mesmo Pai ensinou-me que mentir é feio.

14 março 2014

E eu que até nem sou grande adepta de hamburguers, imaginem se fosse...

Estando em Londres tem que se ir ao 5 Guys e comer um dos belos hamburguers que eles têm por lá. Tem que ser, é imperativo. Aquilo parece uma linha de produção em massa. A cozinha é completamente aberta e conseguimos acompanhar todo o processo de prepação do hamburguer do principio ao fim. Eu não sei como eles se entendem, sinceramente (sao prai 30 pessoas aos berros e pedir coisas diferentes) mas a verdade é que é delicioso. O restaurante não é exclusivo de Londres, até porque é uma cadeia americana, mas eu fiquei radiante da vida quando eles abriram aqui. Podendo, experimentem, a sério!

Depois disto comer no MCdonald's não é bem a mesma coisa.

Adenda:
Isto esteve 3 dias à espera de ser publicado. Nos entretantos (no dia seguinte) almocei e jantei hamburguer. Aaai o castrol!

26 fevereiro 2014

Vai cantar pó raio que t'a parta, arre penico

Alguém que diga a esta passareco irritante que canta à minha janela desde há uma semana pra cá que são 00:30 e que ainda falta muito tempo pó dia nascer. O bicho anda todo trocado e da-me cabo dos nervos que tento adormecer e tenho que levar com os piu-pius todos a esta hora. Ai.

23 fevereiro 2014

2014 plans

Eu adooooooro viajar. Adoro de paixão e não é pelo facto de poder não fazer nenhum durante uns tempos, até porqure eu também adoro o meu trabalho (apesar de todas as dores de cabeça). Viajar pra mim é mais o contactar com novas comidas, novas culturas, novos vinhos, novas pessoas. Não costumo ser daquelas turistas que têm que percorrer a cidade toda em busca do marco turistico para tirar a foto da praxe, postar a foto no facebook e fazer check na minha lista. Também o faço claro, fotozinha no Big Ben, na Torre Eiffel, em Times Square, nos canais de Amesterdão, whatever, mas não é isso que me alicia nas minhas viagens. Adoro perder-me nas ruas que "ninguém" conhece, usar atalhos e encontrar aquele restaurantezinho manhoso mas que tem comida sublime, sentar na esplanada a beber um chá e "perder" tempo só a apreciar a vida da cidade. Não costumo usar mapas, saber onde fica o hotel costuma ser suficiente, e depois é andar, andar andar. Sem pressas, sem checklists, se não vir "tudo" paciência, um dia hei-de voltar (em Paris 2x e não vi o Louvre, NY e não fui ao Guggenheim ou a Brooklin Bridge, São Francisco uma mão cheia de vezes e não fui a Alcatraz, entre muitas outras). O que me fascina são os recantos pequeninos das cidades e as estórias por detrás de cada uma. Edimburgo foi uma dessas cidades, cheia de cantos e recantos, cheia de estórias macabras e de mortes, cheia de misticismo. Apesar de pequenina, aconselho e os Escoceses são espectaculares. Pena é o frio. é que é um briol to catano senhores.

E tudo isto porquê? Porque estou a planear o próximo ano de viagens e já vamos em 5 destinos (4 vá que o último está dificil decidir) e estou aqui em pulgas para dar início à nova temporada dos meus "descobrimentos".

21 fevereiro 2014

Haja paciência

E pra não variar, lá continua o povo a preocupar-se mais com a vida dos outros do que com a própria. O Tordo foi pó Brasil? Deixa-lo ir. É triste ter que começar uma vida longe aos 65 anos de idade? É, mas também é sinal que o homem não tá morto e tem força na guelra. Cada um sabe de si. A minha Mãe fez o mesmo há 1 mês atrás e é só mais nova que o sr Tordo 10 anos. Teve que ser. Ele é só mais um, por isso, deixem lá o homem em Paz e sossego e que tenha muita sorte nesta nova fase. Rais parta povo tão mal linguarudo.

07 fevereiro 2014

At the Suisse Alps

Não gosto de neve, não gosto de frio e não gosto de vento, mas às vezes há que desafiar os nossos próprios gostos. Como dizem os meus meninos, we always have to give it a try.

31 janeiro 2014

Bruno Nogueira, és o Rei!

Sobre co-adopção, subscrevo as palavras deste senhor. Ri-me muito a ouvir o podcast mas a verdade é que isto não tem piada nenhuma e aquele penedo com dois olhos devia era enfiar-se num buraco o resto da vida. Que vergonha alheia meu Deus. A minha esperança é que Portugal dê uma "bofatada" bem dada nas trombas destes jotinhas-filhos-da-mamã-que-não-sabem-o-que-é-a-vida. Isso é que era. Acho que ainda vou a Portugal de próposito só pra votar, ai se não vou!!

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=3641008

30 janeiro 2014

Politicamente correcto e florzinhas e merdas

É pá eu nunca vou ter paciência pra florzinhas de estufa. Estes ingleses são uns cricos, hipócritas, politicamente correctos e falsos. Tira-me do sério este floreado todo que se tem que fazer para falar seja do que for. E dizer as coisas como são??? Ou somos adultos e aceitamos a critica como forma de nos tornamos melhor, ou então somos criancinhas que não nos podem dizer nada que ficamos todos sensiveis "Ahh e tal foste muito bruto". Ai senhor, da-me paciência.

26 janeiro 2014

A polémica das praxes

Mas será possivel que todos os anos se discuta o raio das praxes desta maneira? E será possivel que os praxantes não tenham 2 dedos de testa para saberem que há limites? E será possível que os praxados não tenham tomates para dizer não quando a coisa ultrapassa o limite da brincadeira?

Eu fui praxada e praxante na Academia Minhota e sempre enverguei o meu traje com muito orgulho e muito respeito pela Universidade do Minho. Nunca me senti humilhada nem nunca fiz nada que considere desumano. A praxe pode e deve ser a integração dos novos alunos, tudo depende de como é encarada e levada a cabo. Nem me vou alargar sobre o assunto dos estudantes do Meco porque acho que os Pais merecem esse respeito. E eu, não os conhecendo, respeito a sua dor.

Mas todos os anos é a mesma treta. Já enjoa. Eu sou pró praxe. Praxei e fui praxada nunca chorei, nunca me humilharam, nunca fiz nada que ultrapassasse os meus limites e disse algumas vezes que não. Mas a verdade é que me diverti imenso, fiz amigos prá vida e vivi uma experiência inesquecível. É uma daquelas fase da vida que já passou, que fez sentido naquela altura e que me encheu as medidas. Hoje se calhar já não teria paciência (nem garra) para andar a gritar pelo meu curso pela cidade de Braga com a cara toda pintada de baton, mas na altura foi giro.

Há abusos sim senhor mas penalizem esses que abusam. Acho errado condenar o todo pelo (mau) exemplo de alguns, só isso!

Eu gostava é que se falasse um bocadinho das praxes de iniciação militar e do que se passa dentro de alguns quarteis. Nisso ninguém mexe, claro.

01 janeiro 2014

Bye bye 2013 ('tou tcheia de t'oubir)

Acabou! Finalmente acabou. Não que eu ache que de um dia pó outro as coisas vão mudar exponencialmente e as pessoas doentes vão ficar milagrosamente saudáveis, ou eu vá perder todo o medo que acumulei durante este ano ou até que as pessoas que perdemos retornem a nós. Claro que não. Mas é tão bom ver este filha duma putice de ano que passou pelas costas e pensar que este vai ser diferente. Fecha-se um ciclo e vira-se a página na esperança que o ano de 2014 seja tudo aquilo que 2013 não foi... Tranquilo!

Mas, apesar de tudo, 2013 foi o ano em terminei o meu Mestrado e me senti realizada por isso, foi o ano em que soube que vou ser Madrinha e estou em ânsias para que a criança seja feita (sim porque o convite foi feito e a criança ainda nem sequer está feita). Foi o ano em que conheci mais alguns cantinhos deste mundo e me esparramei ao sol com 39ºC. Fui ver as Tulipas aos Países Baixos e nadei no melhor Mar que alguma vez tinha visto. Foi o ano em que tive medo pelos meus, pelas minhas pessoas e tentei estar o mais presente possível. Tive visitas (muitas) que me aqueceram o coração. Fiz 32 anos e sinto-me melhor do que quando tinha 20. Fui a entrevistas e comecei a trabalhar em Londres. Trabalhei que nem uma desalmada e perdi muitas horas de sono à conta do trabalho. Não estive presente no aniversário da minha Maria e isso cortou-me a alma. Decidi que dizer que amamos alguém não é sinal de fraqueza mas sim de entrega. 2013 foi o ano em perdi gente, e em que tive medo de perder outros tantos. Foi o ano em que te vi chorar controladamente e isso feriu-me por não poder arrancar a dor de dentro de ti. Foi o ano em que me ri, muito. Foi o ano em que chorei, muito. Foi o ano em que me desiludiram e o ano em que eu soube quem está comigo. Foi o ano em que fui a casamentos e chorei ao ver grandes amigos felizes. 2013 foi o ano em que eu tive a certeza que Portugal deixou de ser a minha "casa". Em que voltar não está, decididamente, nos planos. Foi o ano em que tivemos o melhor Verão em Londres e eu deliciei-me com dias compridos e cheios de sol e calor. Foi o ano em que odiei o Natal e aqueles que mo fizeram o odiar. Em que, finalmente, verbalizei a revolta pela familia que me deram e em que decidi que o Natal deixará de existir nos próximos tempos. Foi o ano em que percebi que não se ajuda quem não quer ser ajudado.

2013 foi assim! E muito mais.

Feliz ano de 2014 e façam o favor de ser felizes.

24 dezembro 2013

Com o coração mais quentinho...

Já liguei à minha família do coração, Não aquela que nos calha mas sim aquela que nós escolhemos e o meu coração ficou mais quentinho e recheado. Os meus amigos (e a família dos meus amigos) são a minha família do coração e, apesar de ter aqui a Mummy comigo, eles fazem-me falta, todos os dias, como qualquer outra família.

21 dezembro 2013

É Natal e coiso e tal...

Desde há uns anos pra cá o meu Natal deixou de significar união, família, felicidade. Era mais uma mistura de culpa e desconforto, a noite era passada com peso na consciência e desejosa que chegasse ao fim. Infelizmente, o Natal perdeu todo o encanto que teve outrora, deixou de ser mágico p'ra ser penoso, por isso mesmo este Natal vai ser passado por terras de Sua Majestade. Aqui ninguém me cobra nem eu me sinto culpada. Aqui sinto-me em casa e em Paz. E isso sim, é Natal!

Feliz Natal a todos e vivam o novo ano ao máximo. Lembrem-se .... no one can dream for you, so, make your own dreams.

09 novembro 2013

My (end of) love letter

It's weird to speak about it. It seems everything becomes more real. You hurt me, you continue to hurt me but I can not see my life, my future, my happiness if you are not there. No matter what, who or when you're mine and I'm yours. If life moves us apart you have to know that you where the best part of me, the one who made me believe that happiness was out there. No matter what, trust me when I say that.... Ohh if I could just see you now, I know everything would be alright. I know we are going to loose this battle, you and me, we are both going to loose. But remember me, remember the times when we made crazy love, when our room was all we needed because you and I, we were both there. Remember my smile because I will remember how you made me laugh with no reason, and that's happiness, and that's love. Yes I do Love You, I do wish you'd love me back like you used to, yes I never said that to you and I regret it now. But trust me when I say it, even though it is too late now, even though my time has passed. I was so afraid of you, of your uncontrolled love and passion, of the way you used to hold me in your arms and made me feel safe. I miss that, you know? Us. Together. Your hand. Your touch. Miss everything about it. Your love for me is not real anymore, your heart stopped racing for me, I know. But this is not a goodbye letter, we will always be around, you and me, somewhere in the world. So, every time you think of me, smile, smile hard, because my Love for you was real and, no matter what, who or when, you'll always be a part of me.
So, tonight, every night, love me like it was our last night together, and maybe, just maybe, we don't lose this war, we don't lose each other.
There's always gonna be, isn't it? You and me!

02 novembro 2013

I need a friend. I need my friends.

Ad confessionem

Vade Mecum